Guia do Porto

Notas para a sua estadia

O que dizemos aos hóspedes quando nos perguntam por onde começar. Escrito a partir da porta da Rua de Cedofeita, 422.

Três dias no Porto, a pé, a partir de Cedofeita

O Porto é uma cidade que se percorre a pé. Da casa, quase tudo o que vale a pena está a meia hora de caminho — a descer na ida, e com o elétrico ou o metro para trazer de volta.

Primeiro dia — o centro histórico

Desça a Rua de Cedofeita — torna-se pedonal a caminho do centro, entre comércio antigo e galerias. Em quinze minutos chega à Torre dos Clérigos; suba os 225 degraus cedo, antes das filas, pela melhor vista sobre os telhados da cidade.

Daí é sempre a descer: a Livraria Lello (reserve hora online se fizer questão), a Sé, e o novelo de ruelas que desagua na Ribeira. Fique pelo cais ao fim da tarde, atravesse o tabuleiro de baixo da ponte D. Luís I até Gaia e prove o Vinho do Porto onde ele sempre envelheceu. Volte pelo tabuleiro de cima ao pôr-do-sol — a vista é o postal.

Segundo dia — Cedofeita, Boavista e o mar

Comece pelo nosso próprio bairro: as galerias da Rua Miguel Bombarda abrem ao fim da manhã, e o Mercado do Bom Sucesso é um bom almoço cedo. Siga a pé até à Casa da Música — o edifício mais ousado do Porto, com visitas guiadas diárias — e aos jardins do Palácio de Cristal, debruçados sobre o rio.

À tarde, apanhe o elétrico nº 1 no Infante e vá pela margem até à Foz, onde o Douro encontra o Atlântico. Caminhe o paredão até ao farol de Felgueiras, beba qualquer coisa numa esplanada, e regresse de autocarro ou táxi (quinze minutos).

Terceiro dia — o Porto dos portuenses

Veja o átrio de azulejo da estação de São Bento antes da multidão, e depois o Mercado do Bolhão renovado — as bancas do fundo ainda vendem ao bairro, não aos turistas. Percorra a Rua de Santa Catarina, passando pelo Café Majestic e pela Capela das Almas, forrada de azulejo de alto a baixo.

No último almoço, entre na discussão em que toda a cidade vive: a francesinha. O Brasão Coliseu, a quinze minutos da casa, faz uma das melhores. Não vai precisar de jantar.

A saber

O Porto tem ladeiras: sapatos confortáveis valem mais do que um carro. O metro (estação da Lapa, a 650 m) e os autocarros à porta cobrem o que ficar fora do alcance a pé. E no inverno quase tudo isto se mantém — esta é uma cidade para ver ao nível da rua, com qualquer tempo.

O bairro

Onde nós próprios iríamos

Estas são as recomendações que enviamos todas as semanas aos hóspedes — a lista do WhatsApp, agora com mapa. As distâncias são a pé, a partir da porta.

Para almoçar e jantar

  • Adega do Carregal Portuguesa tradicional 400 m €
  • Casa Viuva Comida caseira portuguesa 500 m €
  • Casa Bragança Portuguesa 900 m €
  • Taberna Santo António Taberna portuguesa 1 km €
  • Restaurante Chama Portuguesa contemporânea 1 km €€
  • A Grade Portuguesa 1,4 km €€
  • Taberna dos Mercadores Portuguesa, junto ao rio 1,5 km €€
  • Brasão Coliseu A famosa francesinha 1,5 km €€

Pequeno-almoço e pastelaria

  • Padaria Cacau Padaria 300 m €
  • Apartamento Brunch 300 m €
  • Zenith Brunch 400 m €€
  • Leitaria da Quinta do Paço Leitaria histórica 500 m €€
  • Pastelaria Ribeiro Pastelaria 500 m €€
  • O Diplomata Brunch 600 m €€
  • KUG Brunch 900 m €€€

Para peixe e marisco, faça como os portuenses e salte para Matosinhos de metro — o Palato e o Lage Senhor do Padrão valem a viagem.

A casaPontos de interesseMetroRestaurantesPequeno-almoço

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